10
de Maio de 2009
Ministério da Saúde
confirma mais dois casos de Influenza A (H1N1) no Brasil
Ministério
da Saúde
O Ministério
da Saúde informa que recebeu, nesta tarde de domingo (10), o resultado
de 20 exames laboratoriais para detecção do vírus
influenza A (H1N1). Destes, 18 foram descartados e dois casos foram confirmados.
Ao todo, são agora oito casos confirmados no Brasil, sendo 6 com
vínculo de viagens internacionais e dois autóctones (dentro
do território nacional).
Um dos casos confirmados neste domingo é do Rio de Janeiro. Com
este, somam três os pacientes infectados pelo vírus no Estado,
sendo dois de transmissão autóctone.
Esses dois casos de transmissão autóctone estão fortemente
vinculados ao primeiro, que contraiu a doença no México.
Desse modo, até o momento, o Ministério da Saúde
ratifica que a transmissão do vírus no Brasil permanece
limitada, sem evidência de transmissão sustentada.
O novo caso estava sob monitoramento, devidamente orientado, e procurou
os serviços de saúde imediatamente após ter apresentado
os primeiros sintomas. Foi internado, tratado e encontra-se em quadro
clínico estável.
As vigilâncias epidemiológicas do Estado e do município
do Rio de Janeiro informaram que cumprem rigorosamente o Protocolo de
Procedimentos para o Manejo de Casos e Contatos de Influenza A (H1N1)
e o Protocolo de Notificação e Investigação
de Casos e Contatos, e, já dispondo da lista de contatos desses
casos, vêm mantendo-os orientados e sob monitoramento. Ainda estão
sendo acompanhadas 70 pessoas que tiveram contato com os três pacientes
do Rio de Janeiro. Nenhuma dessas pessoas, até o momento, apresenta
sintomas. Cerca de 40 contatos já foram descartados.
O outro caso confirmado é do Rio Grande do Sul. Esteve em vários
países europeus (Alemanha, República Checa, Hungria, Áustria,
Itália e Espanha), antes de voltar ao Brasil. Apresentou os primeiros
sintomas, leves, em 3 de maio, na Itália. Viajou no mesmo dia para
Madri (Espanha), onde embarcou no dia seguinte para o Brasil. Procurou
o serviço de saúde e foi notificada no dia 7. Passa bem.
O Ministério da Saúde ressalta que, no dia de seu desembarque,
estavam em pleno funcionamento às medidas adequadas para o alerta
dos viajantes, como: avisos sonoros nas aeronaves e nos saguões
dos aeroportos, distribuição de panfletos nos desembarques
e banners.
O Ministério da Saúde reitera que o governo brasileiro,
assim como os demais países que registraram a presença do
vírus, vem cumprindo rigorosamente as medidas de vigilância
e monitoramento recomendadas pela Organização Mundial da
Saúde, tomando todas as precauções indicadas para
conter a doença, rastreando, monitorando e tratando os possíveis
doentes.
Atualmente, sete países apresentam transmissão autóctone,
ou seja: quando a transmissão ocorre dentro do próprio país.
Desses, apenas dois têm transmissão sustentada: México
e EUA.
Os países com transmissão autóctone limitada e não
sustentada, até o momento, são:
| País
|
Caso
confirmado |
Caso
Autóctone |
| Reino Unido |
47 |
23
|
| Espanha |
95 |
09
|
| Alemanha |
11 |
02
|
| Itália |
09 |
02
|
| Brasil |
08 |
02
|
O Ministério
da Saúde e as autoridades de saúde mantêm em pleno
funcionamento o seu plano de contingência, com monitoramento nacional
24 horas por dia, disponibilização de cerca de 800 leitos
em 54 hospitais e, estoque de 9 milhões de tratamentos.
Além disso, vem distribuindo 3,3 milhões de folders nos
principais aeroportos, além de 3 milhões de folders e 400
mil cartazes para a rede de atendimento da rede pública.
O Ministério da Saúde ressalta o seu compromisso em manter
a população brasileira bem informada e vem realizando uma
série de ações nesse sentido. Até esta segunda-feira,
terão sido veiculadas 240 inserções em televisões
abertas do país, 228 inserções em televisões
por assinatura, 5.079 inserções nas principais rádios
das 27 capitais, 11 mil inserções no sistema de informação
dos principais aeroportos do país e 150 inserções
nos jornais de todo o país.
Finalmente, o Ministério da Saúde reforça a recomendação
da Organização Mundial da Saúde (OMS) da necessidade
de as autoridades sanitárias manterem o sigilo da identidade dos
casos confirmados, suspeitos e em monitoramento, evitando estigma social
a essas pessoas.